À primeira vista, parece uma conta simples que não fecha de jeito nenhum. Se existem trilhões de estrelas espalhadas pelo espaço, apontando em todas as direções possíveis a partir da Terra, o nosso céu noturno deveria ser um clarão constante e brilhante, mas nós sabemos bem que não é assim.
O limite do nosso olhar espacial
O primeiro segredo para desvendar esse mistério está na idade do próprio universo. Como a luz viaja a uma velocidade rápida mas limitada e o cosmos tem cerca de 13,8 bilhões de anos, a luz de muitas estrelas incrivelmente distantes simplesmente ainda não teve tempo físico para viajar e chegar até os nossos olhos aqui na Terra.
Um tecido que se estica constantemente
Além disso, o próprio tecido do espaço está se expandindo continuamente a velocidades surpreendentes. Esse estiramento faz com que as ondas de luz que viajam de galáxias distantes até nós fiquem mais longas, transformando-se em radiação infravermelha invisível a olho nu, deixando o fundo do nosso céu perfeitamente escuro.
